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2008-12-01

Incriveis maquinas escavadoras de tuneis  




Estas enormes máquinas são notórias por produzir um ruído muito alto, mas fazem o seu trabalho - escavam largos túneis o bastante para caber dentro dois trens (diâmetro do túnel, 19 metros).



Alguns dados:

- Algumas dessas modernas máquinas tem até quinze motores elétricos, que geram uns 6.375 cavalos de potência.

- A máquina reboca quase 800 toneladas de equipamentos através do túnel.

- A frente da broca tem uma pequena porta por onde os trabalhadores podem entrar para substituir os 15 cortadores que se desgastam diariamente.

- a maior máquina desse tipo construída foi usada para escavar o túnel de Gotthard - 19 metros de diâmetro. Foi feita na Alemanha em 2005.

Com os dois túneis de 57 km de comprimento os túneis de Gotthard serão os mais longos túneis ferroviários do mundo. Quatro máquinas escavaram um total de 75 km através dos alpes. As máquinas cortaram através da rocha, de novembro de 2002 à fevereiro de 2003.



Centro de controle da cabine de uma das máquinas:



Túnel em construção, Madrid (Espanha)



Projeto para um túnel em Los Angeles (USA) :




Duas máquinas idênticas no Túnel Katzenberg, Alemanha:



Estas máquinas escavam um túnel sob Atlanta, Geórgia, desde 2005:



Que tal um túnel sob as quedas do Niágara?!
Essa máquina escava 8 metros por dia sob as Cataratas do Niágara.



O exército também necessita fazer túneis, naturalmente, para outras coisas...


Escavando perto dos terremotos

Há sempre condições especiais com projetos de escavação. “Ninguém escavaria assim perto do local onde já ocorreram terremotos antes. A rota dessas máquinas é através das montanhas do sul da Califórnia, escavando à apenas cem metros da falha de 'San Andreas'. Mas para fornecer água para a população de Los Angeles, Califórnia, é sem dúvida um dos desafios mais grandes que enfrentam as autoridades municipais e o governo local.

O túnel que deve ser perfurado para conduzir a água, apresenta desafios completamente originais: a rocha possui grandes fisuras pela falha de San Andreas, encontrada muito perto da montanha. “

Veja um vídeo pra ver como funciona uma máquina dessas:



O túnel está pronto. Boa viagem.


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2008-11-27

Camera de 1,4 bilhao de pixels  

Câmera digital que tira fotos com 1,4 bilhão de pixels vai monitorar asteróides que ameaçam a Terra.

Isso que é superzoom de verdade

O Massachusetts Institute of Technology exibiu uma super câmera digital com capacidade de captar fotos com até 1,4 bilhão de pixels.

A câmera usa 4 sistemas ópticos com 1,8 metros de diâmetro e envia as imagens captadas para um data center gerenciado por um super computador.

O objetivo do projeto, que começa a funcionar a partir de dezembro, é monitorar o movimento de asteróides no espaço e emitir alertas caso algum objeto entre em rota de colisão com o planeta Terra.

A super câmera vai funcionar num observatório astronômico construído numa das ilhas do arquipélago do Havaí. A cada mês, a câmera terá fotografado todo o espaço visível a partir da Terra três meses.

Um aplicativo vai detectar qualquer objeto que tenha mais de 300 metros de diâmetro e calcular sua trajetória a partir da localização do objeto em diferentes fotos.

O equipamento faz parte de um projeto que visa proteger o planeja do impacto de asteróides e outros elementos que possam, em tese, ameaçar a vida da humanidade ou de parte dos seres vivos no planeta.

Apesar de poder calcular os riscos existentes no entorno da Terra, o sistema de observação não é acompanhado de nenhum projeto bélico que, em tese, possa destruir um asteróide em rota de colisão com a Terra, livrando o planeta de uma eventual colisão espacial.

Vi em Info.


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2008-11-26

Caça F-35B da Marinha dos EUA - Avião Transformers  

Que o exército norte-americano é poderoso todo mundo sabe, com sua tecnologia e dinheiro faz coisas incríveis e por vezes até difícil de imaginar, como esse avião que decola e pousa na vertical e ainda consegue um efeito "transformers" em pleno ar.

Veja o vídeo do caça experimental F-35 Lightning II enquanto ele faz uma decolagem vertical. O vídeo foi colocado de maneira anônima no YouTube e ninguém sabe como o vídeo foi parar na internet, já que o nível de acesso nesses departamentos é considerado muito alto!


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2008-11-22

A tecnologia dos trajes espaciais  

O espaço sideral é um lugar extremamente hostil. Se você fosse sair de uma espaçonave como a Estação Espacial Internacional ou em um mundo com pouca ou nenhuma atmosfera, como a Lua ou Marte, e não estivesse usando um traje espacial, algumas coisas aconteceriam:

  • Você ficaria inconsciente em 15 segundos devido à falta de oxigênio.
  • Seu sangue e fluidos corporais entrariam em "ebulição" e congelariam, pois há pouca ou nenhuma pressão do ar.
  • Seus tecidos (pele, coração e outros órgãos internos) expandiriam devido aos fluidos em ebulição.
  • Você enfrentaria alterações extremas na temperatura:
    • luz solar: 120ºC
    • sombra: -100°C
  • Você seria exposto a vários tipos de radiação, como raios cósmicos e partículas carregadas emitidas do sol (vento solar).
  • Você poderia ser atingido por pequenas partículas de pó ou rocha que se movem em altas velocidades (micrometeoróides) ou detritos de satélites ou espaçonaves em órbita.
Então, para lhe proteger desses perigos, um traje espacial deve:
  • possuir uma atmosfera pressurizada
  • fornecer oxigênio
  • remover o dióxido de carbono
  • manter uma temperatura confortável, não importando o trabalho árduo ou movimento para dentro e fora de áreas iluminadas pelo sol
  • protegê-lo de micrometeoróides
  • protegê-lo da radiação até certo grau
  • permitir que enxergue claramente
  • permitir que você mova seu corpo facilmente dentro do traje espacial
  • permitir que você fale com outros (controladores terrestres, outros astronautas)
  • permitir que você se mova ao redor da parte externa da espaçonave

Atmosfera pressurizada
O traje espacial fornece pressão de ar para manter os fluidos em seu corpo no estado líquido - em outras palavras, para evitar que seus fluidos corporais entrem em ebulição. Como um pneu, o traje espacial é essencialmente um balão inflado restringido por algum tecido emborrachado, neste caso, fibras revestidas de Neoprene. A restrição colocada na parte do "balão" do traje fornece pressão de ar sobre o astronauta que o veste, como soprar um balão dentro de um tubo de papelão.

A maioria dos trajes espaciais opera em pressões abaixo da pressão atmosférica normal (14,7 lb/pol2 ou 1atm); a cabine da nave espacial também opera em pressão atmosférica normal. O traje espacial usado por astronautas de espaçonaves opera em 4 lb/pol2 ou 0,29 atm. Portanto, a pressão da cabine, tanto da espaçonave quanto de uma câmara pressurizada, deve ser reduzida antes que um astronauta se vista para um passeio espacial. Um astronauta passeando pelo espaço corre o risco de sofrer uma doença de descompressão devido às alterações na pressão entre o traje espacial e a cabine da espaçonave.

Oxigênio
Os trajes espaciais não podem usar ar normal (78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases), pois a baixa pressão causaria concentrações de oxigênio perigosamente baixas nos pulmões e sangue, como em uma escalada ao Monte Everest. Portanto, a maioria dos trajes espaciais fornecem uma atmosfera de oxigênio puro para a respiração. Os trajes espaciais obtêm o oxigênio da espaçonave através de um cordão umbilical ou de um sistema de suporte à vida na mochila que os astronautas usam.

Tanto a espaçonave quanto a Estação Espacial Internacional têm misturas de ar normal que imitam nossa atmosfera. Portanto, para entrar em um traje espacial de oxigênio puro, um astronauta que vai caminhar no espaço deve respirar oxigênio puro por algum período de tempo antes de se vestir. Essa pré-respiração elimina o nitrogênio do sangue e tecidos do astronauta, minimizando o risco de doença da descompressão.

Dióxido de Carbono
O astronauta exala dióxido de carbono. No espaço, confinado do traje, as concentrações de dióxido de carbono se acumulariam a níveis mortais. Portanto, o dióxido de carbono em excesso deve ser removido da atmosfera do traje espacial. Os trajes espaciais usam tambores de hidróxido de lítio para remover o dióxido de carbono. Esses tambores estão localizados na mochila de suporte à vida do traje espacial ou na espaçonave, caso no qual são acessados através de um cordão umbilical.

Temperatura
Para lidar com os extremos de temperatura, a maioria dos trajes espaciais são pesadamente isolados com camadas de tecido (Neoprene, Gore-Tex, Dacron) e cobertos com camadas externas reflexivas (Mylar ou tecido branco) para refletir a luz solar. O astronauta produz calor de seu corpo, especialmente ao realizar atividades árduas. Se esse calor não for removido, o suor produzido pelo astronauta irá embaçar o capacete e fará com que o astronauta fique gravemente desidratado; o astronauta Eugene Cernan perdeu vários quilos durante sua caminhada espacial na Gemini 9. Para remover esse excesso de calor, os trajes espaciais têm usado ventiladores/trocadores de calor para soprar o ar frio, como nos programas Mercury e Gemini, ou roupas refrigeradas a água, que são usadas do programa Apollo até hoje.

Micrometeoróides
Para proteger os astronautas de colisões com micrometeoróides, os trajes espaciais têm múltiplas camadas de tecidos resistentes, como o Dacron ou Kevlar. Essas camadas também evitam que o traje rasgue durante exposição a superfícies da espaçonave, planeta ou Lua.

Radiação
Os trajes espaciais oferecem apenas proteção limitada da radiação. Alguma proteção é oferecida pelas coberturas reflexivas de Mylar que são embutidas, mas um traje espacial não ofereceria muita proteção de uma fulguração solar. Então, os passeios espaciais são planejados durante períodos de baixa atividade solar.

Visão clara
Os trajes espaciais têm capacetes feitos de plástico límpido ou policarbonato resistente. A maioria dos capacetes têm coberturas para refletir a luz solar e visores tonalizados para reduzir o brilho, de modo bem parecido aos óculos de sol. Também, antes de uma caminhada espacial, as placas faciais internas do capacete são borrifadas com um composto anti-neblina. Finalmente, as coberturas de capacete de traje espacial modernas têm faróis montados de modo que os astronautas possam explorar ou trabalhar em áreas escuras.

Mobilidade dentro do traje espacial
O movimento dentro de um traje espacial é difícil. Imagine-se tentando mover seus dedos em uma luva de borracha inflada de ar; isso não dá muito certo. Para ajudar neste problema, os trajes espaciais são equipados com juntas especiais ou estreitamentos no tecido para ajudar os astronautas a flexionar suas mãos, braços, pernas, joelhos e tornozelos.

Comunicações
Os trajes espaciais são equipados com transmissores/receptores de rádio, de modo que os astronautas que passeiam pelo espaço podem falar com os controladores de terra e/ou outros astronautas. Os astronautas usam conjuntos com microfones e fones de ouvido. Os transmissores/receptores estão localizados nas mochilas usadas pelos astronautas.

Mobilidade na espaçonave
Na ausência de gravidade, é difícil se movimentar. Se você empurrar alguma coisa, você voa na direção oposta (terceira lei do movimento de Newton - para cada ação há uma reação igual e oposta). Os astronautas da Gemini em passeio pelo espaço relataram grandes problemas em simplesmente manter suas posições; quando tentavam girar uma chave de boca, eles giravam na direção oposta. Portanto, as espaçonaves são equipadas com estribos e suportes de mão para ajudar os astronautas a trabalhar em microgravidade. Além disso, antes da missão, os astronautas praticam o passeio espacial em grandes tanques de água na Terra. A flutuação de um traje espacial inflado na água simula a microgravidade.

treinamento de astronauta na água para caminhadas espaciais
Foto cedida pela NASA
Astronautas treinando na água uma caminhada espacial para construir a Estação Espacial Internacional


Projeto Apollo

Como os astronautas da Apollo tinham de andar sobre a Lua bem como voar no espaço, foi desenvolvido um traje espacial único, contendo acessórios para caminhada na Lua. O traje espacial básico da Apollo, usado durante o lançamento, era o traje de suporte necessário em caso de falha da pressão da cabine.

traje espacial da Apollo 11 de Neil Armstrong'
Foto cedida pela NASA
Traje espacial da Apollo 11 de Neil Armstrong

Jim Lovell em seu traje espacial da Apollo
Foto cedida pela NASA
Jim Lovell em seu traje espacial da Apollo
O traje da Apollo consistia do seguinte:
  • uma roupa de baixo de nylon refrigerada a água
  • um traje pressurizado de várias camadas
    • camada interna - nylon leve com respiros no tecido
    • camada intermediária - nylon revestido de neoprene para conter a pressão
    • camada externa - nylon para restringir as camadas inferiores pressurizadas
  • cinco camadas de Mylar aluminizado mescladas com quatro camadas de Dacron para proteção do calor.
  • duas camadas de Kapton para proteção adicional contra o calor
  • uma camada de tecido revestido de Teflon (não inflamável) para proteção contra arranhões
  • uma camada de tecido de Teflon branco (não inflamável)
O traje tinha botas, luvas, um capuz de comunicações e um capacete de plástico límpido. Durante o lançamento, o oxigênio e água de refrigeração do traje eram fornecidos pela nave.

Para andar na Lua, o traje espacial era complementado com um par de botas protetoras de sobreposição, luvas com dedos de borracha, um conjunto de filtros/visores usados sobre o capacete para proteção contra a luz solar e uma mochila de suporte portátil, que continha oxigênio, equipamento de remoção de dióxido de carbono e água de refrigeração. O traje espacial e mochila pesavam 81,7 kg sobre a Terra, mas apenas 13,6 kg na lua.

o traje espacial da Apollo usado para caminhada na lua
Foto cedida pela NASA
O traje espacial da Apollo usado para caminhada na lua

O traje espacial básico da Apollo também era usado para caminhada no espaço durante as missões Skylab.

Durante os primeiros vôos do ônibus espacial, os astronautas usaram um traje de vôo marrom. Como nas primeiras missões, este traje de vôo tinha o objetivo de proteger os astronautas se a pressão da cabine falhasse. Seu projeto era similar aos primeiros trajes de vôo da Apollo.

o traje de vôo usado nas primeiras missões de espaçonaves
Foto cedida pela NASA
Traje de vôo usado nas primeiras missões do ônibus espacial

Como os vôos de ônibus espaciais se tornaram mais rotineiros, os astronautas pararam de usar trajes pressurizados durante o lançamento. Em vez disso, usaram macacões azuis claros com botas pretas e um capacete de comunicações branco, de plástico e resistente ao impacto. Esta prática continuou até o desastre da Challenger (site em inglês).

tripulação do ônibus espacial Challenger antes do lançamento
Foto cedida pela NASA
Tripulação do ônibus espacial Challenger (STS51-L) pouco antes do lançamento

o mais recente traje de vôo para ônibus espacial
Foto cedida pela NASA
O mais recente traje de vôo para ônibus espacial usado durante lançamento e reentrada
Após uma revisão do desastre da Challenger, a NASA começou a exigir que todos os astronautas usassem trajes pressurizados durante a decolagem e reentrada. Esses trajes de vôo laranja eram pressurizados e equipados com capuz de comunicações, capacete, botas, luvas, pára-quedas e preservador de vida inflável. Novamente, esses trajes espaciais foram projetados para uso emergencial - caso a pressão da cabine falhe ou os astronautas tenham de ejetar da espaçonave em alta altitude durante a decolagem ou reentrada.

A NASA também desenvolveu alguns dispositivos de manobra de foguetes movidos a gás para permitir que os astronautas se movessem livremente sem ficarem acorrentados à espaçonave. Tal dispositivo, chamado de Unidade de Manobra Tripulada (MMU, Manned Maneuvering Unit), era basicamente uma cadeira movida por um propulsor a gás e um controle por joystick.

Também desenvolveu uma unidade propelida a gás nitrogênio que se ajusta na mochila, chamada Auxílio Simplificado para Resgate em Atividade Extraveicular (SAFER, Simplified Aid For Extravehicular Activity Rescue). O SAFER pode ajudar um astronauta a retornar à espaçonave ou estação no caso de ser separado da espaçonave. O SAFER comporta 1,4 kg de propelente a nitrogênio e pode alterar a velocidade de um astronauta até um máximo de 3 m/s.

astronauta bruce mccandless II em flutuação livre no espaço

Os astronautas que fazem caminhadas espaciais fora do ônibus espacial e da Estação Espacial Internacional podem trabalhar por até 7 horas com o traje espacial utilizado atualmente, que também é chamado de Unidade de Mobilidade Extraveicular (EMU). O EMU é uma maravilhosa façanha técnica com uma etiqueta de preço de US$ 12 milhões. Apesar da tecnologia avançada do EMU, a "mecânica" usada para atender às necessidades básicas dos astronautas de alimentos, água e eliminação de dejetos é precária, de "baixa tecnologia".

Comer
Há uma fenda na porção superior rígida do torso (HUT) do EMU para uma barra de cereais com frutas. A barra é projetada de maneira que o astronauta possa morder e puxar o resto para cima. A barra toda deve ser comida de uma vez para evitar que as migalhas flutuem dentro do capacete. No entanto, a maioria dos astronautas prefere comer antes da caminhada espacial e não usar essa barra.

Beber
O traje espacial possui o saco de bebida interno do traje (IDB), que é uma bolsa plástica instalada dentro da HUT. O IDB pode guardar cerca de 2 litros de água e possui um pequeno tubo (canudinho) que se encaixa próxima da boca do astronauta. O astronauta pode mover seu boca dentro do capacete e sugar a água através do tubo.

Eliminar dejetos
Cada astronauta que caminha no espaço usa uma grande fralda (em inglês) absorvente chamada de vestuário de absorção máxima (MAG) para coletar a urina e as fezes enquanto estiver no traje espacial. O astronauta descarta o MAG quando termina a caminhada espacial e se veste com as roupas de trabalho regulares.


Vestindo um traje espacia

astronauta em passeio espacial

Para se prepararem para uma caminhada espacial, os membros da tripulação devem fazer o seguinte:
  1. reduzir a pressão no ônibus espacial para 0,7 atm e aumentar o oxigênio
  2. pré-respirar 100% de oxigênio durante 30 minutos para remover o nitrogênio de seu sangue e tecidos
  3. colocar a MAG
  4. entrar na câmara pressurizada
  5. colocar a LCVG
  6. Conectar o EEH ao HUT
  7. conectar o DCM ao HUT (o PLSS é pré-conectado ao HUT)
  8. conectar os braços ao HUT
  9. esfregar o capacete com composto anti-embaçamento
  10. colocar um espelho de pulso e lista de verificação nas mangas
  11. inserir uma barra alimentícia e uma IDB cheia de água no interior do HUT
  12. verificar as luzes e câmeras de TV no EVA
  13. colocar o EVA sobre o capacete
  14. conectar o CCA ao EEH
  15. entrar no LTA e puxá-lo acima de sua cintura
  16. conectar a SCU no DCM e no ônibus espacial
  17. contorcer-se na parte do torso superior do traje
  18. conectar os tubos de refrigeração da LVCG ao PLSS
  19. conectar as conexões elétricas do EEH ao PLSS
  20. travar o LTA no HUT
  21. colocar o CCA e os óculos (se o astronauta os usar)
  22. colocar as luvas de conforto
  23. travar o capacete e EVA
  24. travar as luvas externas
  25. verificar se há vazamentos na EMU aumentando a pressão para 0,20atm acima da pressão da cabine pressurizada.
A ausência de vazamentos indica que a cabine deve ser despressurizada. Assim que etapas forem cumpridas:
  1. a EMU despressuriza automaticamente para sua pressão operacional
  2. os trajes são amarrados à câmara pressurizada
  3. a porta externa da câmara pressurizada é aberta
  4. a SCU é desconectada da EMU
  5. os astronautas saem da câmara pressurizada para o compartimento de carga do ônibus espacial.
E a caminhada espacial começa. Neste ponto, a EMU é ela mesma uma espaçonave, independente do ônibus/estação espacial. É por isso que cada EMU tem uma etiqueta de preço de R$ 25 milhões. Depois da caminhada espacial essas etapas são invertidas, para o astronauta sair do traje e voltar para a espaçonave.

Ao trabalhar na Lua, os astronautas da Apollo tiveram dificuldades em se mover em seus trajes espaciais. Os trajes da Apollo não eram nem de longe tão flexíveis quanto a EMU usada hoje; contudo, a EMU pesa quase o dobro do traje da Apollo (não é um problema pois a EMU foi projetada para o trabalho em microgravidade, não na superfície de um planeta). Para futuras missões espaciais a Marte, a NASA está desenvolvendo "trajes rígidos" mais flexíveis, duráveis, leves e fáceis de vestir que os trajes espaciais atuais.

um conceito de traje rígido desenvolvido para futuras missões espaciais
Foto cedida pela NASA
Conceito de traje rígido AX-5 desenvolvido para futuras missões espaciais.

Fonte:www.hsw.uol.com.br/


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2008-11-19

As maiores explosões não-nucleares da história  

Explosão de 2 toneladas de nitrato de amonia, muito usado em demolição



Explosões monstruosas começaram quando J. Robert Oppenheimer disse: “Agora, eu me torno a Morte, o destruidor de mundos”… Foi ele quem, com outros cientistas criou e lançou a bomba atômica sobre o Japão.

A nuvem em forma de cogumelo deixada pela bomba que explodiu a 550 m. de altitude no centro de Nagasaki, Japão, a 6 de agosto de 1945, atingiu 18 km de altura.

Reação de implosão no núcleo de uma Bomba atômica



Mesmo deixando de lado explosões naturais, tais como a erupção do vulcão Krakatoa, a terra sempre tem sido balançada de mais da conta, por explosões não-atômicas.


Erupção do vulcão Krakatoa. Ilha de Anak Krakatoa

Provavelmente, o tsunami mais destrutivo, registado na história, deu-se quando a ilha vulcânica de Krakatoa entrou em erupção, em Agosto de 1883, numa série de quatro explosões, que espalharam cinzas pelo mundo e geraram uma onda, sentida nos oceanos Atlântico e Pacífico.

O escritor Simon Winchester descreveu o evento como "O dia em que o mundo explodiu". Livros de história contam ,como uma série de grandes ondas tsunami, algumas com alturas de quase 40 metros, acima do nível do mar, matou mais de 36 mil pessoas em cidades e aldeias costeiras, ao longo do estreito de Sunda.

A maioria das vítimas foi morta pelo tsunami e não pela erupção, que destruiu dois terços da ilha. Ondas tsunami, geradas pela erupção, foram observadas em todo o oceano Índico, no Pacífico, na costa oeste dos EUA, na América do Sul e até no canal da Mancha. Destruíram tudo no seu caminho e levaram para a costa blocos de corais, de até 600 toneladas.

Um navio de guerra na área, foi arrastado por três km até terra e depositado numa montanha. De acordo com Winchester, corpos apareceram em Zanzibar e o som da destruição da ilha foi ouvido na Austrália e na Índia.

Vejam algumas das maiores explosões não nucleares da história.

Uma das explosões não-nucleares mais estarrecedoras ocorreu em 1917 em Halifax, Nova Escócia. Em dezembro desse ano, o navio Mont-Blanc puxado por um outro navio, Imo, bate no cais, começando um terrível incêndio. Dez minutos mais tarde o Mont-Blanc explodiu, criando o que é considerada até hoje, uma das maiores explosões não-nucleares da história.

Navio carregado com 3.000 toneladas de munição colide com o cais.
A explosão foi de aproximadamente 3 kilotons de TNT. A bola de fogo subiu acima da cidade e a onda de choque destruiu totalmente a cidade e tudo ao redor de 1,5 Km do epicentro. Pedaços de metal retorcido caíram a 100 Km da explosão e do som da detonação foi ouvido a mais de 300 Km do local. A explosão foi tão forte que gerou um tsunami com ondas que, então, voltaram no porto outra vez, ocasionando morte e destruição.
Aproximadamente 2.000 pessoas morreram na explosão e outros 9.000 feridos.



Esse míssil “Trident” da marinha, cai logo depois de um lançamento de testes de um submarino, fora da costa de Cape Canaveral, USA. O míssil explodiu logo depois que esta foto foi feita. Não houve destruição no submarino ou feridos. O capitão do submarino, olhava o lançamento através do periscópio do submarino.


A segunda guerra mundial presenciou grandes tragédias. Em 1944, o Fort Stikine SS explodiu quando estava ancorado em Bombaim, India. Quando sua carga veio acima, a explosão matou 800 homens e feriu 3.000. O fogo durou mais de três dias.


Também em 1944, o Reino Unido experimentou o que é considerada, a maior explosão em solo britânico, quando 3.700 toneladas de explosivos detonaram acidentalmente em uma loja de munição subterrânea em Fauld, Staffordshire. A explosão abriu uma cratera de 1 Km transversalmente e mais de 120 metros de profundidade - e destruíndo não somente a base mas um reservatório próximo (e toda a água nela).

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Mas uma das maiores explosões e também a mais trágica na história humana, com exceção das duas bombas atômicas que cairam no Japão, foi outra vez em 1944. Em 17 de julho, munições que estavam sendo carregadas em um navio dentro da àrea portuária de Chicago, Califórnia, (perto de San Francisco) detonaram. Ninguém sabe o que causou exatamente a explosão, mas os danos foram imensos. Mais de 5.000 toneladas de explosivos foi detonado, mais o que estava nas lojas na base e em todos os navios ancorados. A explosão foi sentida em Las Vegas (800 Km distante) e pessoas foram feridas em toda a área da baía, quando as janelas foram quebradas pela imensa onda de pressão.




Mais de 320 morreram imediatamente e quase 400 feridos seriamente, mas essa não é a tragédia real. A maioria destes homens eram afro-americanos e este único desastre matou quase 15% das vítimas afro-americanas durante toda a guerra.

Ainda temendo pela sua segurança, os solados sobreviventes, que tinham gasto três semanas para resgatar os corpos de seus companheiros, recusaram-se a carregar toda a munição adicional. O exército, em mais uma amostra de rigidez e insanidade, considerou este um ato um motim e, mandou para à corte marcial 208 soldados, e mais 50 à cadeia por 8 a 15 anos.

Felizmente, foram perdoados depois que o general Marshall lutou por eles, embora o membro final recebeu somente a justiça em 1999, no ato de um perdão presidencial dado pelo presidente Bill Clinton. Hoje em Chicago, na área portuária existe um marco e, ele indica que o evento foi um passo para “a justiça e a igualdade raciais.”


Explosão de foguete:


“Um foguete Titan IV-A, explode na manhã do dia 12 de agosto de 1998, carregado com 1 bilhão de dólares em satélites espiões “mercúrio”. A explosão ocorreu 40 segundos após o lançamento em uma altura de mais de 6 km e, foi forte o bastante para disparar alarmes de carros a mais de 30 Kms distantes. “


A marinha e suas explosões.



Explosões e tiros de artilharia:



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2008-11-18

Usando a Engenharia dos ETs: Engenharia Reversa Alienígena  



Muitas naves extraterrestres já cairam na terra (como é sabido ) e, já pensou se pudéssemos estudar sua tecnologia? usá-la a nosso favor? (ou dos militares, é claro). Vejam aos dois vídeos e tenha uma ótima explicação sobre a tecnologia extraterrestre - a Engenharia Reversa.



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2008-11-02

Satelite Brasileiro um ano em orbita  


Com o satélite Cbers-2B pela primeira vez o Brasil tem dois instrumentos próprios para vigiar o seu território.
O Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-2B, na sigla em inglês) está em orbita há um ano. Como ainda está em operação o Cbers-2, lançado em outubro de 2003, pela primeira vez o Brasil tem dois instrumentos próprios para vigiar o seu território com melhor capacidade e freqüência de observação.
O Cbers-2B é o terceiro lançado pelo Programa Cbers, em cooperação com a China. Até 2013, estão previstos os lançamentos dos satélites Cbers-3 e 4.
O satélite tem três câmeras imageadoras a bordo: CCD, WFI e HRC. Essa diversidade de câmeras atende a múltiplas necessidades – do planejamento urbano, que requer alta resolução espacial, a aplicações que precisam de dados freqüentes mas não tão detalhados, como monitorar desmatamentos.
Inovação do Cbers-2B, a HRC produz imagens de uma faixa de 27 quilômetros de largura com resolução espacial de 2,7 metros, em uma região espectral pancromática única. Suas imagens em alta resolução de todas as capitais brasileiras e de algumas áreas de países da América do Sul estão disponíveis na internet.
O Cbers fez do Brasil o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo. Além dos usuários brasileiros, as imagens são fornecidas gratuitamente para países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em Cuiabá. O download gratuito das imagens é feito a partir do site www.obt.inpe.br/catalogo.
Desde junho de 2004, quando as imagens ficaram disponíveis na internet, foram distribuídas quase 500 mil imagens para cerca de 15 mil usuários de várias instituições públicas e privadas.

Assinado em 1988, o acordo de cooperação entre Brasil e China contemplava o desenvolvimento e construção de dois satélites de sensoriamento remoto que também levassem a bordo, além de câmeras imageadoras, um repetidor para o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Os equipamentos foram dimensionados para atender às necessidades dos dois países, mas também para ingressar no emergente mercado de imagens de satélites.

Em 2002, foi assinado o acordo para a continuação do programa, com a construção de dois outros satélites – os Cbers-3 e 4, com novas cargas úteis e uma nova divisão de investimentos de recursos entre o Brasil e a China – 50% para cada país (nos primeiros satélites a divisão foi de 70% para a China e 30% para o Brasil). Porém, para garantir o fornecimento das imagens até o lançamento do Cbers-3, previsto para 2010, o Brasil e a China decidiram, em 2004, construir o Cbers-2B, lançado em setembro de 2007.

O Programa Cbers é um exemplo bem-sucedido de cooperação Sul-Sul em matéria de alta tecnologia e é um dos pilares da parceria estratégica entre o Brasil e a China. O Cbers é hoje um dos principais programas de sensoriamento remoto em todo o mundo, ao lado do norte-americano Landsat, do francês Spot e do indiano ResourceSat.


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2008-10-30

Projeto Orion: Bombas Nucleares Sob Nossas Cabeças  



O Projeto Orion teve início no ano de 1958 nos Estados Unidos, e durou 7 anos. Consistia em um método de propulsão de naves espaciais que utilizaria a energia das explosões de diversas bombas atômicas, detonadas na parte de trás da espaçonave e que produziria grande velocidade.

O engenheiro Freeman Dyson, que conduziu o projeto, acreditava que o motor de pulso nuclear era uma abordagem muito melhor para se alcançar o espaço, do que os tradicionais foguetes químicos. Isso porque estes últimos eram e são caros demais e colocam pequenas cargas no espaço.

Dyson concebeu uma nave de 10.000 toneladas que alcançaria a órbita da Terra com a força das explosões de bombas nucleares de 0,1 Kilontons, ejetadas a taxa de 1 por segundo, até o veículo iniciar a aceleração, quando bombas de 20 Kilotons explodiriam a cada vinte segundos. Seriam necessárias 2000 unidades de pulso para atingir-se a velocidade de escape da Terra.




Vários perfis da missão “Orion” foram considerados, incluindo uma versão interestelar ambiciosa (defesa contra asteróides, entre outras idéias), de uma nave com 40 milhões de toneladas!, impulsionada pela força de dez milhões de bombas atômicas!!!, cada uma projetada para explodir à aproximadamente 60 metros da parte traseira do veículo. Com esse sistema, seria possível enviar grandes expedições à Lua, a Marte e Júpiter.

Veja algumas das versões propostas:






Mas a proibição de testes nucleares na atmosfera, entre Estados Unidos, União Soviética e Grã-Bretanha em 1963, tornou o Projeto Orion ilegal pelas leis internacionais e, 'matou' eficazmente o projeto, depois que $11 milhões tinham sido gastos em seu desenvolvimento em quase sete anos.

Estes são screenshots de vídeos secretos, mostrando os testes:





Mas poderia uma idéia tão 'simples' realmente funcionar? Os cientistas do projeto Orion conseguiram vencer o ceticismo inicial com testes muito práticos.Veja:

Os testes foram conduzidos com explosivos convencionais, químicos (note as explosões abaixo da nave), mas demonstraram ser um feito de engenharia possível.


Animação mostrando o lançamento:


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